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Friday, August 05, 2005

 

Hiroshima

Cumprem-se amanhã 40 anos sobre a primeira utilização militar de armas nucleares. Em alguns segundos a bomba Little Boy, transportada num B-27 alcunhado como Enola Gay obliterou a baixa da cidade de Hiroshima. Alguns dias mais tarde, foi a vez de Nagasaki, desta vez com uma bomba muito mais potente, mas também muito mais mal apontada.

Possívelmente, nunca terminará a controversia sobre a necessidade, moralidade, e oportunidade dessa operação. Um editorial, hoje, no Wall Street Journal, lança mais achas nesta fogueira. Segue a linha de defesa da utilização de armas nucleares para poupar vidas americanas e também japonesas. As forças armadas dos Estados Unidos tinham estimado que poderiam sofrer até um milhão de baixas numa invasão do Japão. As baixas inimigas previstas seriam na ordem de milhões, sem incluir vitimas civis.

Com a minha provecta idade, já não tenho ilusões. Quando em guerra, como em tantas outras situações, não existem opções boas. Todas são más. O papel dos políticos - e militares - é escolher as menos más. Por muito trágicas que tenham sido as consequências de Hiroshima e Nagasaki, muito possivelmente, foram as de decisões menos más.

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