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Tuesday, September 05, 2006

 

... e é este homem político!

Pergunta o desnorteado Professor Vital, «...por que é que Israel não aceitou as inevitáveis negociações, em vez de se lançar na guerra, com os custos humanos e materiais que ela teve...», baseado em declarações de Kofi Annan - que deveriam ser olhadas de um modo mais crítico - públicadas no Diário Digital. Note-se que lá mais para o fim da crónica - afinal os jornalistas andaram todos na mesma escola, que pelos visto é a mesma que o Professor Vital frequêntou - o não identificado articulista escreve textualmente:

«O Hezbollah tem dito que apenas liberta os dois soldados em troca de prisioneiros árabes em Israel, enquanto o Governo israelita tem insistido numa libertação incondicional

Esta frasezita deve ter escapado ao anónimo jornalista que fabricou o título da «notícia», ao Professor Vital, e até ao líder das corruptas Nações Unidas, Kofi Annan, que, na minha opinião, se limita a pressionar Israel como pode - e sem quaisquer resultados de momento.

Já agora, a guerra contra o Hizballah teve para Israel, quanto mais não seja, a vantagem de elevar o custo da agressão contra o seu território. Se Israel se limitasse às negociações tão desejadas pelos compagnons de route do islamofascismo, qualquer terrorista de pacotilha apenas teria que raptar uns soldados ou cidadãos israelitas para obter o que quisesse desse país. Parece que já esqueceram as lições da escalada para a Segunda Guerra Mundial... Quem deseja a paz a todo o custo será arrastado de humilhação em humilhação, e no final terá, de qualquer modo, a guerra. Só que estará muito pior preparado.

Mas estes lapsos, caro Professor, mostram bem de que lado se encontram aqueles que, escudando-se atrás de um politicamente correcto humanitarismo, aceitam acríticamente a propaganda mais rasteira, as mentiras mais descaradas, a falsificação e manipulação mais básica, desde que esta suporte os argumentos dos nossos inimigos. Tão argutos a detectar as mais pequenas nuances nas entrelinhas de um discurso político, e tão apressados a engolir tangas, desde que estas estejam de acordo com os seus preconceitos. Tão espertos para umas coisas, tão tótós para outras.

É verdadeiramente fascinante! O que fará certos intelectuais repararem tanto no mal próximo, e serem tão cegos para o mal distante, numa atitude de pacóvios provincianos cosmopolitas? Quais modernos «estrangeirados», deleitam-se nos pormenores do folclore civilizacional, vendo todo o mal na sua sociedade e todo o bem noutras. Nisso não são melhores que a caricatura do emigrante parisiense, antes pelo contrário. É que o emigrante, pelo menos, vive noutra sociedade, enquanto que esses intelectuais vivem de nos repetir quão maldosos e defeituosos somos, mas não nos desamparam a loja.

Confesse, Professor: qual é o seu pecado? O que é que o leva, a si e aos seus a exigir a expiação, não apenas pessoal, mas a de toda a sociedade? Expiação pelas guerras? Olhe que as mais mortíferas foram intracivilizacionais. Expiação pelo colonialismo? Isso não passa da tendência natural de expansão cultural. Ou será existem colonialismos bons e colonialismos maus? Expiação pela exploração? Mas a exploração capitalista é a melhor forma de enriquecer o conjunto da sociedade, está aí a História para o mostrar. Não partilho o seu pecado, Professor, dispenso a sua expiação. E tal como essa é a minha posição, penso que essa é a da grande maioria da população comum.

Já agora, e sem qualquer ironia, parabéns pelas suas corajosas posições relativamente ao escândalo que representa a ADSE. O estado não deve, sob pena quebra da coesão social, tratar os seus cidadãos diferentemente.

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