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Friday, July 08, 2005

 

Não morras pela tua causa...

... faz com que o teu inimigo morra pela sua!

Não foi necessário compreender os nazis para os derrotar - ainda hoje não se consegue compreender bem esse regime. Apenas foi preciso ser mais determinado que eles. Do mesmo modo, não é necessário compreender os extremistas religiosos para os derrotar. Apenas é preciso, como Blair e Bush sublinharam, ser mais determinado do que eles.

O tempo para perceber e corrigir as raizes dos problemas que levam a uma guerra, é depois de a vencer. Durante as guerras, o que é necessário é uma estratégia para vencer. E vence-se não morrendo pela nossa causa, mas sim fazendo com que o inimigo morra pela sua, parafraseando as palavras imortais de Patton.

Comments:
Viva,

Não me lembro dos aliados optaram, na segunda guerra, por combater a África do Sul para derrotar o regime nazi alemão. Ser determinado sim. Falhar o alvo é que não!

Até porque a guerra não é contra um regime identificado mas sim contra um grupo disperso de elites que conseguiu convencer a população que o Ocidente representa o mal. Enquanto não conseguirmos inverter essa linha de pensamento nas populações nunca vamos acabar com o recrutamento mais que proporcional ao número de terroristas que prendemos ou matamos.

Abraço,
 
adoro Patton. E agora virá aí uma bela discussão sobre o que fazer ou não. Felizmente que Tony Blair não é zapateiro.
 
Há muito tempo, não tanto quanto isso, que o nosso sistema económico precisa de fantasmas, daquilo que as crianças chamam de "medos", coisas abstractas, sem forma, sem uma personalidade que possamos identificar, coisas criadas não se sabe porque mente preversa, que assustam e juntam o rebanho. O terrorismo é uma coisa dessas. Tanto pode ser hoje "islâmico?", como ontem foi "bolchevique?"; como há muito menos tempo foi "colonial?", enfim várias formas do mesmo mal, porque do "MAL" se trata.

Será que os filhos dos emires àrabes não estudam nas melhores universidades de ...por exp. Estados Unidos da América, Grã-Bretanha, França, Alemanha, talvez mesmo uma Suécia e, porque não na Suiça?. A mim apetece-me dizer-"claro que não estudam, eles nem nunca viram um livro na vida que não fosse o Corão. Só sabem recitar os tais versículos, enquanto continuam a montar os dromedários do costume.".
Mas o que é certo é que somos nós que os educamos, não se tratam de graduações da universidade do Dubai. Na realidade os grandes barcos de recreio que encostam o lombo nos portos (também de recreio), nas zonas mais luxuosas da europa, (mais uma vez de recreio), são dos tais árabes, dos maus, que só por acaso também têm enormes investimentos financeiros, em empresas de nacionalidades tão puras, diversas e sem suspeita como as os EUA (...grandes inimigos que nós somos...), e daquelas que pertencem aos países mais influentes da Europa, a coisa velha e decadente, que os americanos ajudaram a reconstruir através do fabuloso plano Marshall, ansiosos por ajudar estes pobres miseráveis, enquanto o KKK compunha "decente e exemplarmente" uma nova sinfonia à liberdade e fraternidade entre os (alguns?) seres humanos do planeta. Há que falar sobre esta terrível realidade fantasmagórica, não sobre a realidade das indústrias tabaqueiras, farmaceuticas e automóvel, que só elas juntas são talvez responsáveis por milhares de mortes por ano (de certeza que o tabaco e os carros matam mais que o terrorismo), mas não metem tanto medo, são fantasmas domésticos, é o dia a dia. Acabou a 2ª guerra mundial com a derrota de Hittler, ainda bem, e a economia de guerra necessitou do fantasma soviético, a não menos idosa guerra fria, apareceu o Gorby vindo de um ponto obscuro do politburo e deu uma volta tremenda ao mundo, muitos ficaram desempregados, á toa... o gérmen do novo fantasma estava criado, faltava o catalizador, 11 Setembro, finalmente temos adversário. (por acaso os tipos eram todos ingleses descendentes de pessoas originárias de um país criado por um inglês Lord Mount...qualquer coisa, quando dividiu a India em dois, um dos episódios mais terríveis e sangrentos da história da humanidade...deve ser Karma.).
 
Meu caro, não confunda "extremistas religiosos" com terroristas. Sei de umas quantas senhoras bem portuguesas, extremistas religiosas católicas (não imagina quanto), e nem por isso me parece que elas, mais dia, menos dia, resolvam dar cabo disto.
Agora mais seriamente, não concordo com o seu ponto de vista. Isto porque considero a guerra como o último dos recursos. E, se realmente queremos utilizar os outros, parece-me fundamental que conheçamos e percebamos o que pensam, como pensam e quais os valores do tal "inimigo”, se é que ele realmente existe.
Cumprimentos
 
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